Mamãe querida.
Seu filho pede a bênção.
Saudades condensadas dão isso. Uma vontade imensa de mostrar amor.
Entretanto, ausência para nós já era. Estamos naquela da união para sempre. Morte mais se parece a um espantalho na lavoura.
Enquanto a Maturidade não chegar para o coletivo das criaturas, é preciso pintar essa abertura com sinais que metam medo. Isso é lei de Deus. Instinto de conservação. Defesa comum.
Se todas as pessoas, de uma só vez, pudessem compreender a chamada Libertação, é muita gente que desejaria pirandelar.
E fuga não é flor que se cheire. Pos aí, somos obrigados, para a nossa felicidade, a enfrentar a pedreira e rebater a picareta sem picaretagem. Trabalhar e aprender.
O corpo não é farda de que se possa desertar por bagatela. A morte precisa dessas pompas de cores estranhas e rituais encharcados de lágrimas. Semelhante indução ao receio é necessária, porque são muitos os cultivadores do capim mimoso querendo arrear o fardo educativo antes da hora.
Mas retomemos o fio. Mamãe agradeço.
Estou quase feliz, não fosse o muro. O muro vibratório que aparentemente nos segrega em faixas diferentes da força.
Reencarnação do espírito, a meu ver, se não estou dando alguma de curioso frustrado, é o mesmo que a pessoa se colocar numa espécie de voltagem diversa daquela que conhecemos por aqui.
Tudo é posicionamento elétrico, ou quase tudo, no campo de nossas vidas. O cérebro de alguém, no carro físico, está em circuito diferente para nós tanto quanto nós temos a cabeça instalada em outras dimensões da energia.
As cartas de Chico Xavier
Fragmentos de um relato de pesquisa.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Carta de Laurinho Basile: "Libertação"
Marcadores:
cartas psicografadas,
gaveta de esperança,
Laurinho Basile,
Libertação,
Priscilla Basile
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Carta de Roberto Muszkat
Querida Mãezinha Sonia, meu querido Pai e irmãos sempre amados, a Bênção da Paz permaneça conosco.
Estou emocionado. Uma festa diferente num ambiente novo. Celebração dos vinte novembros na Terra. Não sei como escrever o que sinto. Ficaria contente se pudesse usar minhas próprias lágrimas de alegria para configurarem palavras o júbilo de que me sinto possuído.
Pais queridos, nunca imaginei, em minha existência ligeira, pudesse comemorar o primeiro aniversário de minha permanência no Plano Físico, depois de haver passado pela chamada "liberação do corpo" (1). Agradeço o carinho que colocaram em nossas lembranças.
A Mãezinha Sonia, para a nossa felicidade tomou a veste branca, após o luto de tantos meses de saudade e quase desolação. Os irmãos esvaziaram as poupanças para me presentearem na pessoa de nossos companheiros menos felizes (2). E o Céu, segundo esperamos, nos proporcionará no entardecer de amanhã uma festa brilhante, de corações para corações, como nunca pensei conseguir presenciar.
Estou emocionado. Uma festa diferente num ambiente novo. Celebração dos vinte novembros na Terra. Não sei como escrever o que sinto. Ficaria contente se pudesse usar minhas próprias lágrimas de alegria para configurarem palavras o júbilo de que me sinto possuído.
Pais queridos, nunca imaginei, em minha existência ligeira, pudesse comemorar o primeiro aniversário de minha permanência no Plano Físico, depois de haver passado pela chamada "liberação do corpo" (1). Agradeço o carinho que colocaram em nossas lembranças.
A Mãezinha Sonia, para a nossa felicidade tomou a veste branca, após o luto de tantos meses de saudade e quase desolação. Os irmãos esvaziaram as poupanças para me presentearem na pessoa de nossos companheiros menos felizes (2). E o Céu, segundo esperamos, nos proporcionará no entardecer de amanhã uma festa brilhante, de corações para corações, como nunca pensei conseguir presenciar.
Marcadores:
cartas,
David Muszkat
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Elias Barbosa e as cartas de Chico Xavier
Entrevista de Elias Barbosa à Revista Reformador, no final do ano do Centenário de Chico Xavier. Um dos mais importantes biógrafos e editores da obra epistolar de Chico, Barbosa fala do trabalho com as mensagens e livros psicografados pelo médium mineiro.
[...]
Reformador: Qual a sua motivação para elaborar o primeiro livro com mensagens familiares, psicografadas por Chico Xavier?
Elias Barbosa: Devido ao desespero dos pais, principalmente das mães que me procuravam, não só quando me encontrava presente no momento em que o médium Xavier estava psicografando, quanto em meu lar e, o mais das vezes, no consultório, onde muitas compareciam debaixo de uma depressão profunda, visivelmente com o processo de luto não resolvido. Grande parte delas alimentava, conscientemente, ideário suicida, numa época em que os timolépticos apresentavam efeitos colaterais desagradáveis.
Marcadores:
cartas familiares,
Elias Barbosa,
mensagens particulares
terça-feira, 3 de maio de 2011
Mãe fala sobre as cartas de Chico Xavier
Célia Diniz descreve as sensações e como encarou a morte e o recebimento de cartas de seus filhos através do médiumÂngela Moraes - Especial para o JC
Aos 10 anos, Rangel voltou ao plano espiritual por um acidente de bicicleta. Aos 27, sua irmã Mariana também, em virtude de dengue hemorrágica. Na Terra, ficou Célia Diniz, vice-diretora hoje do Centro Espírita Luiz Gonzaga [Pedro Leopoldo, MG] e uma das mães que buscaram o alívio nas cartas de Chico, assim como no filme “As mães de Chico Xavier”, na personagem vivida por Vanessa Gerbelli. Em entrevista especial ao Jornal Momento Espírita e Jornal da Cidade, Célia relata o feliz reencontro de seu coração com as palavras irrefutáveis de seu filho, pelas cartas de Chico, bem como a bendita consolação vinda através do conhecimento da realidade espiritual:
JC - Quantas cartas você recebeu de seus filhos?
Célia Diniz -Recebi duas cartas-mensagens do Rangel, através de Chico, a Mariana se foi em 2006.
JC - Antes de recebê-las, você já era espírita?
Marcadores:
cartas,
Chico Xavier,
depoimento,
mãe,
relato
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Zaranzas no além
Oi, gente!
Não sei, não.
Não posso escorropilar a cuca e botar banca dos craques de letras. Mas a pivetada quer dicas sobre os amigos da erva de início, da poeira maldita, da birita, das doenças do mundo e os cambaus, quando pintam por aqui nestas paróquias.
Não tenho condições para ser o pai da bola nestas palas, mas posso afirmar pra vocês que quando esses companheiros abotoam o paletó de madeira e largam a lata de pés juntos, ficam naquela dos calibrados, como quem não tomou conhecimento de que estão longe das garrafas e garangos.
Ficam zaranzas e birutas.
Partem logo pra idéia do escondido, porém, os majuras daqui não precisam de flagras. Os caras apresentam o miserê em que se acham por si mesmos.
Não sei, não.
Não posso escorropilar a cuca e botar banca dos craques de letras. Mas a pivetada quer dicas sobre os amigos da erva de início, da poeira maldita, da birita, das doenças do mundo e os cambaus, quando pintam por aqui nestas paróquias.
Não tenho condições para ser o pai da bola nestas palas, mas posso afirmar pra vocês que quando esses companheiros abotoam o paletó de madeira e largam a lata de pés juntos, ficam naquela dos calibrados, como quem não tomou conhecimento de que estão longe das garrafas e garangos.
Ficam zaranzas e birutas.
Partem logo pra idéia do escondido, porém, os majuras daqui não precisam de flagras. Os caras apresentam o miserê em que se acham por si mesmos.
Marcadores:
Augusto Cezar,
carta,
cartas psicografadas,
Chico Xavier
Assinar:
Postagens (Atom)



